segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MAIS (OU MENOS) UM FIM DE SEMANA

O FIM DE SEMANA

Este foi o primeiro final de semana que passamos realmente longe um do outro nos últimos, 19 meses, eu acho. Foi menos ruim do que eu pensava, minha filha estava aí, eu estava cheio de trabalho da pós pra fazer, filmes para assistir, livros pra ler e amigos pra visitar. Amenizou a saudade, mas, aumentou o amor. Cada vez aprendo a amar mais o que tenho e o que não tenho. Amo a minha noiva pelo que ela é e pela promessa que fizemos um para o outro, e amo a sua ausência quando esta me dá a possibilidade de ver oportunidades de crescimento.

AINDA DÓI

O que ainda mais dói, é a forma como ela reage à distância e a saudade. Como disse, eu, às vezes, pareço a mulher da relação, falo do que sinto e espero ouvir do outro. Às vezes, falta isto da parte dela. Mas, não posso exigir ou culpá-la. Assim como o silêncio dela me afeta, o meu falar demais também a afeta. Somos diferentes, e na distância isto fica ainda mais evidente. Mas, relacionamentos não duram pelas afinidades totais e sim pelas pequenas diferenças que nos atraem para o outro.

SURPRESAS AGRADÁVEIS

Parece bobo, mas ontem a noite recebi um e-mail: TE AMO, PARA SEMPRE! Tão simples e comum, mas, com a distância, tem sido o bastante para que eu saiba esperar a hora certa dela voltar. (nhé, nhé, nhé, coisa de mulherzinha), mas se não posso sentir o amor dela, preciso ser surpreendido por ele.

PRÓXIMO ENCONTRO

No dia 10, próximo sábado, devemos nos ver em BH, esta é a expectativa inicial pelo menos. Já anseio por este dia, mas, tenho que saber ESPERAR. ESPERAR, to ficando bom nisto. O tempo forja o caráter do homem, é na distância que distinguimos amor de paixão, as coisas acontecem no tempo de Deus, e por aí vai. Estou cercado de clichês, e por vezes, clichês bastam.

UMA VERDADE INCONVENIENTE

Se não mencionei antes, menciono agora. Sofro de distúrbio de ansiedade desde que me entendo por gente, mas só descobri que isto tinha nome há uns 4 ou 5 anos. E desde 2007 faço tratamento, começou com florais e em 2009 com remédios mais fortes. Nunca gostei de remédios, os acho taxativos, "coisa de gente fraca". Mas, aprendi que em relação ao nosso corpo não há muito o que fazer e assim como curamos uma gripe com remédios, curamos ansiedade com remédios. Por vezes, sou tentado a implorar para que minha noiva volte, que o lugar dela é aqui. Se houvesse como trazê-la de volta, um emprego, uma faculdade com preço acessível, uma forma de eu ajudar, eu a chamaria de volta, o quanto antes. Mas, o que posso oferecer agora? Só o meu amor. Não tem emprego, não tem chance de estudos, de crescimento, de nada. Sabemos o que queremos, e para isto só o amor não basta. Mas tenho fé, que antes do tempo previsto, estaremos próximos e realmente juntos novamente. E, em nome de Jesus, quando esta oportunidade aparecer, sei que tomaremos a decisão correta juntos.

AINDA SOBRE A ANSIEDADE

Uma breve comparação:

O ruim da ansiedade é que ela causa medo, e o medo nos faz ver coisas tortas. É igual uma criança que tem medo de cachorro, o cachorro tá ali e não vai fazer nada, mas só de ver o bicho, arranja um desespero, não sabe se bate no cachorro, se chora, se pede colo, se sai correndo, se esconde. É assim que fico, fico ansioso pela ausência da minha noiva, só de ela já estar longe imagino o pior (que é o rompimento do noivado) e aí arranjo este desespero: procuro emprego na cidade em que ela está, procuro alternativas, encho a cabeça de amigos de desabafos, despejo minha ansiedade na minha noiva e aí nada dá certo mesmo. Assim como o estado agitado da criança pode se tornar uma ameaça para o cachorro e ele avançar, estas minhas ações estabanadas podem afastar minha noiva ainda mais de mim, não um afastamento de distância, mas, de sentimentos. Então, voltemos ao tratamento e orando para que isto acabe logo.

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